Vale a pena jogar Infernal em 2026? Gráficos, história e ação demoníaca revisitados
Lançado em 2007, Infernal: Hell’s Vengeance foi recebido como um tiro ousado no gênero de tiro em terceira pessoa. Na época, ele chamava atenção por um único motivo: o protagonista era um ex-agente celestial que decide usar os poderes do inferno para lutar.
Quase 20 anos depois, a pergunta é inevitável: ainda vale a pena jogar Infernal em 2025?
Uma proposta corajosa — e ainda única
Infernal não era só mais um shooter genérico.
Você controlava Ryan Lennox, um agente renegado da organização celestial ETH (Eternal Torch of Harmony), que se alia à sombria Abyss para lutar contra os antigos aliados.
Ao invés de armas comuns, Lennox usava poderes infernais, como:
- Absorver almas para recuperar vida
- Teleporte de curta distância
- Rajadas de fogo demoníaco
Esse conceito não envelheceu mal — pelo contrário, ainda soa ousado e diferente no meio de tanto FPS pasteurizado.
E os gráficos? Ainda funcionam?
Para os padrões atuais, os gráficos são modestos, com animações datadas e texturas limitadas.
Mas rodando em resoluções mais altas no PC, o jogo ainda entrega atmosfera, principalmente por conta da iluminação sombria e ambientação industrial/ocultista.
A trilha sonora discreta, os efeitos de som cavernosos e os cenários opressivos ajudam a manter o clima tenso — o que, pra um jogo de ação, é meio caminho andado.
A história ainda é cativante?
Sim, se você der uma chance.
O conflito entre o paraíso burocrático e o inferno libertador ainda rende uma reflexão interessante. Lennox é mais anti-herói do que vilão, e a forma como ele encara cada missão passa a sensação de que nem o bem é tão bom assim.
Claro, o roteiro é simples, com clichês aqui e ali, mas há um charme em acompanhar um homem em guerra com as duas forças cósmicas que tentam controlar o mundo.
A jogabilidade envelheceu?
É aqui que Infernal mostra seus limites.
A movimentação é rígida, o cover system é rudimentar e a IA dos inimigos não surpreende. Mas os poderes infernais adicionam um elemento estratégico que ainda diverte — especialmente para quem gosta de jogos desafiadores e fora do circuito AAA.
Com um pouco de paciência, dá pra entrar no ritmo e aproveitar cada fase como um quebra-cabeça de combate sobrenatural.
Vale a pena?
Se você procura uma experiência refinada, moderna e polida… Infernal não é pra você.
Mas se o que você quer é um shooter cult, com ambientação sombria, poderes sobrenaturais e uma pitada de rebeldia contra o céu — então Infernal: Hell’s Vengeance é um prato cheio.
E o melhor: dá pra jogar até hoje em PCs atuais com ajustes simples, e ainda encontrar guias, detonados e comunidades que mantêm o jogo vivo.
Veredito final
Infernal pode ter envelhecido nos controles, mas o conceito continua fresco, ousado e provocador.
Em um mundo saturado por jogos iguais, revisitar o inferno pode ser justamente o que faltava.Dica do editor
E qual a semelhança entre Infernal e GTA?
À primeira vista, comparar Infernal com GTA pode parecer exagero. Um é um shooter sobrenatural em terceira pessoa com estrutura linear; o outro é um sandbox criminal focado em mundo aberto e liberdade total. Mas existe, sim, um ponto de contato entre os dois — e ele aparece justamente na sensação de poder que o jogador sente.
Assim como em GTA, Infernal coloca você no controle de um personagem que rompe regras, enfrenta sistemas maiores do que ele e usa recursos nada convencionais para sobreviver. Ryan Lennox não rouba carros nem sai espalhando caos pelas ruas como CJ ou Tommy Vercetti, mas carrega aquela mesma energia de protagonista rebelde, que peita uma ordem estabelecida e resolve tudo do jeito mais brutal possível.
A semelhança também passa pela perspectiva em terceira pessoa, pelo foco em combate, pela atmosfera de transgressão e pelo prazer de controlar um personagem que não está ali para obedecer. Em GTA, isso aparece no crime, na fuga e na liberdade urbana. Em Infernal, surge no uso de poderes demoníacos, no confronto contra forças celestiais e na sensação de estar jogando contra o “lado correto” da história.
Claro, a diferença é enorme quando o assunto é estrutura. GTA é liberdade, exploração e improviso. Infernal é progressão linear, corredores fechados e combate direcionado. Ainda assim, ambos conversam em um ponto essencial: os dois entregam ao jogador uma fantasia de ruptura, poder e desafio à autoridade.
E já que o assunto é GTA, vale aproveitar para revisitar um dos maiores clássicos da Rockstar. Para quem curte voltar ao caos absoluto de San Andreas, dá para conferir vários macetes e códigos clássicos nesta página de códigos de GTA San Andreas. É aquele tipo de conteúdo perfeito para quem gosta de resgatar a era em que a diversão começava ao digitar algumas combinações e transformar o jogo inteiro em um experimento de puro delírio.
No fim das contas, Infernal não é um “GTA demoníaco”, mas compartilha com a franquia esse espírito de rebeldia que torna certos jogos memoráveis. E talvez seja exatamente por isso que ele ainda desperta curiosidade: não pela semelhança direta com o clássico da Rockstar, mas por tocar naquela mesma vontade de jogar do lado do caos.