Infernal game

O lado sombrio da ação começa aqui
Vale a pena jogar Infernal em 2025? Gráficos, história e ação demoníaca revisitados

Lançado em 2007, Infernal: Hell’s Vengeance foi recebido como um tiro ousado no gênero de tiro em terceira pessoa. Na época, ele chamava atenção por um único motivo: o protagonista era um ex-agente celestial que decide usar os poderes do inferno para lutar.

Quase 20 anos depois, a pergunta é inevitável: ainda vale a pena jogar Infernal em 2025?


Uma proposta corajosa — e ainda única

Infernal não era só mais um shooter genérico.
Você controlava Ryan Lennox, um agente renegado da organização celestial ETH (Eternal Torch of Harmony), que se alia à sombria Abyss para lutar contra os antigos aliados.

Ao invés de armas comuns, Lennox usava poderes infernais, como:

  • Absorver almas para recuperar vida
  • Teleporte de curta distância
  • Rajadas de fogo demoníaco

Esse conceito não envelheceu mal — pelo contrário, ainda soa ousado e diferente no meio de tanto FPS pasteurizado.


E os gráficos? Ainda funcionam?

Para os padrões atuais, os gráficos são modestos, com animações datadas e texturas limitadas.
Mas rodando em resoluções mais altas no PC, o jogo ainda entrega atmosfera, principalmente por conta da iluminação sombria e ambientação industrial/ocultista.

A trilha sonora discreta, os efeitos de som cavernosos e os cenários opressivos ajudam a manter o clima tenso — o que, pra um jogo de ação, é meio caminho andado.


A história ainda é cativante?

Sim, se você der uma chance.
O conflito entre o paraíso burocrático e o inferno libertador ainda rende uma reflexão interessante. Lennox é mais anti-herói do que vilão, e a forma como ele encara cada missão passa a sensação de que nem o bem é tão bom assim.

Claro, o roteiro é simples, com clichês aqui e ali, mas há um charme em acompanhar um homem em guerra com as duas forças cósmicas que tentam controlar o mundo.


A jogabilidade envelheceu?

É aqui que Infernal mostra seus limites.
A movimentação é rígida, o cover system é rudimentar e a IA dos inimigos não surpreende. Mas os poderes infernais adicionam um elemento estratégico que ainda diverte — especialmente para quem gosta de jogos desafiadores e fora do circuito AAA.

Com um pouco de paciência, dá pra entrar no ritmo e aproveitar cada fase como um quebra-cabeça de combate sobrenatural.


Vale a pena?

Se você procura uma experiência refinada, moderna e polida… Infernal não é pra você.
Mas se o que você quer é um shooter cult, com ambientação sombria, poderes sobrenaturais e uma pitada de rebeldia contra o céu — então Infernal: Hell’s Vengeance é um prato cheio.

E o melhor: dá pra jogar até hoje em PCs atuais com ajustes simples, e ainda encontrar guias, detonados e comunidades que mantêm o jogo vivo.


Veredito final

Infernal pode ter envelhecido nos controles, mas o conceito continua fresco, ousado e provocador.
Em um mundo saturado por jogos iguais, revisitar o inferno pode ser justamente o que faltava.

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